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domingo, 31 de maio de 2026

O Fio da Vida

Todos os dias acordava de um sono reparador e andava para as obrigações do dia.
Aqui na colônia todos temos nossas tarefas diárias, sabemos que o estudo e o trabalho dignificam o homem.
Fazia cursos e ouvia palestras nos mais diversos temas, onde os mentores nos ensinavam sobre os mistérios da vida. Tudo planejado e calculado para cada um de acordo com seu plano de ensino e reencarnatório.
Meu plano estava descrito para mim e estava perto o dia do meu retorno a terra.
A família que me acolheria estava sendo preparada mas enfrentava problemas meus pais se desentendiam, meus avós já não sabiam como ajudar o jovem casal,  eu pouco podia ajudar, vibrava e orava a Deus para que o ambiente se transformasse.
Os amigos espirituais trabalhavam incansavelmente mas as influências negativas eram muitas. Com o esforço e dedicação meus futuros pais estavam se acertando. Eles tinham se comprometido antes de reencarnarem mas os desafios eram grandes demais.
Chegou o dia, eu estava pronto para começar a minha jornada reencarnatória todo um ambiente de amor e de paz foi preparado para que os fios da vida fossem ligados ao meu frágil corpo.
A gestação ocorreu normalmente sem intercorrências. Meus pais se amavam mas também sentiram o peso da responsabilidade.
A vida era dura, o trabalho exigia dos dois, o dinheiro era pouco e a vida seguiu seu curso.
Os meses avançavam e eu me desenvolvia forte e saudável, minha mãe conversava sempre comigo sobre as dificuldades e seus medos.
Meu pai sempre chegava nervoso e cansado batia portas e panelas, gritava. Algo em seu emprego não ia bem.
Minha mãe estava cansada a responsabilidade pesava tanto quanto a sua barriga, já não podia fazer grandes coisas somente esperava a vida seguir seu curso.
Um dia meus pais discutiram muito, muito mesmo. Ouvia-se gritos portas e janelas batendo. Os amigos espirituais tentaram interferir mas a vibração estava baixa demais.
Minha mãe começou a sentir fortes dores e eu fui desligado como se um solavanco me arrancasse o fio da vida.
Adormecido fui levado novamente à colônia meu plano reencarnatório foi brutalmente interrompido.
Meus pais se agrediam minha mãe foi hospitalizada, meu pai fugiu para não ser responsabilizado e minha família foi desfeita.
Tudo adiado para uma próxima tentativa, uma outra reencarnação com outros planos.

Essa é a minha história é como posso contribuir para este livro de pequenas histórias espero que vocês aprendam com ela.

Eleonor Sophie Timótio
Psicografado em 30/05/2026

quinta-feira, 28 de maio de 2026

Aprendizagem

Sinapses, choques e impulsos elétricos que fazem com que a mente processe o que foi aprendido durante o dia e ao longo dos anos, mas é no espírito que ficam gravadas as informações. Só o espírito consegue registrar séculos de informações e aprendizados e traz consigo as experiências vividas em outras vidas.

Ciência do espírito, engenharia divina, algo que os homens ainda estão aprendendo a descobrir, tal qual uma criança que está sendo alfabetizada e tenta ler um autor acadêmico.

Estudemos, irmãos, busquemos informações que serão levadas para outras vidas.

Que Jesus os abençoe.

Psicografia : Amigo X

sábado, 23 de maio de 2026

Amor além da Vida

Valquiria corria pelos jardins do palacete, cabelos e vestido ao vento livre como sua alma. Boca e faces rosadas do sol de janeiro, o jardim lindamente cuidado e florido com rosas e camélias um lindo cenário para uma linda jovem.
A brisa de verão e o sol aqueciam o coração e a alma de Valquiria que estava apaixonada, não só por Carlos, mas também pela vida.
Eram sentimentos novos e muito intensos para uma jovem de 17 anos. Ao sabor da juventude tudo é possivel, grandioso e o amor é mágico. 
As flores são mais coloridas e o sol quente como um abraço,  tudo ganha novos contornos. Sentada em um banco, ela fazia planos de um futuro com seu amor, teriam muitos filhos, um lindo palacete para morar e cria-los, dariam belissimas festas e todos invejariam sua vida perfeita com sua familia.
Era tudo o que mais sonhava se tornando realidade.
Carlos viria mais tarde pedir sua mão  em casamento para seus pais  e em poucos meses estariam casados.
A ama de Valquiria veio chama-la para refrescar-se pois seu pretendente logo chegaria e la se foram as duas atravessando o lindo jardim com Valquiria contando seus planos de amor para o futuro que teria ao lado de Carlos.
Mais tarde, no palacete o pedido tão aguardado aconteceu, em meio a lágrimas, champagne e cumprimentos aos noivos, todos muito felizes.
Valquiria foi dormir naquele dia em estado de graça,  não poderia haver felicidade maior...
Logo começaram os preparativos para o casamento, muitos detalhes foram pensados: roupas, decoração,  comida, convidados,... um mundo de providencias a serem tomadas, tudo milimetricamente pensado para tornar o dia do SIM  perfeito.
Carlos visitava regularmente sua noiva e a enchia de carinhos e presentes  dando provas suficientes de que seria um marido incrível e atencioso.
Certo dia, ja com a data do enlace se aproximando, Carlos voltava do palacete da noiva em sua carruagem e foi abordado por ladrões na estrada.
Ele tentou se defender mas foi inútil,  caiu inerte no chão com uma facada certeira. Seus pertences de valor foram levados e Carlos fez sua passagem ali mesmo na estrada.
Valquiria quando soube da noticia enlouqueceu de dor, trancou-se no quarto por longo periodo e chorou dias a fio. Aos poucos foi definhando e entregando-se nos braços da morte.
Um dia, em delirio viu Carlos em seu quarto chorando. Pedindo perdão por não poder voltar e cumprir o combinado.  Os dois choraram muito, Valquiria dizia querer morrer também para estar ao lado de Carlos, mas ele respondia que ela era linda, jovem e que merecia viver para correr livre pelos jardins de rosas e camélias. 
Valquiria por sua vez nao queria viver, muito menos ser livre se não poderia ter seu grande amor ao seu lado.
Os amigos espirituais aplicavam passes fluidicos nos dois para que mantivessem o equilíbrio e juntos chegassem a um desfecho.
Carlos despediu-se de Valquiria prometendo amá-la de todo seu coração e jurando acompanha-la de longe e feliz, ela jurou nunca esquecê-lo e nunca mais amaria outro homem senão a Carlos.
Ele pediu que ela fosse livre como sempre foi independente de quantos amores tivesse,  ele estaria sempre por perto. E assim foi embora para a eternidade deixando somente o vazio no quarto da noiva.
Nunca mais ela foi a mesma.
Embora tenha seguido o pedido de seu grande amor, o frescor de sua alma deu lugar a melancolia e a tristeza e todas as vezes que a dor apertava o peito, corria pelo jardim para se sentir livre e viva novamente. 
Não se casou nem teve filhos, guardou luto durante anos que também lhe roubaram a juventude.
Viveu sozinha, esperando o dia em que reencontraria seu grande amor.
Deixou de viver e passou a existir.
Perdeu todas as oportunidades que a vida lhe deu, preferiu recusar tudo que poderia ser um sopro de vida para si. Morreu em vida.
Sua passagem aconteceu numa tarde fria e chuvosa, sozinha em seu quarto. Sua recuperação no mundo espiritual foi lenta e difícil  tamanho abandono de si mesmo.
Esperava encontrar Carlos que ja estava em outro estágio evolutivo e muito bem, por isso, impossibilitado de vê-la. 
Valquiria teve então uma longa jornada de aprendizado sobre amor,  aquele que não nos abandona e que nos move a grandes conquistas e nos ensina a ver a vida com os olhos do verdadeiro amor - o próprio. 
Não se encontraram, ainda não era hora,... havia muito a ser aprendido.

Irmãos aproveitem suas vidas ao máximo,  não percam experiências de aprendizado e nem tempo, pois não sabemos quando tudo pode mudar.
Tempo é preciosidade, diamante a ser lapidado. Confie em Deus e disfrute da vida e das oportunidades que lhes são oferecidas pois não sabemos quando vamos partir, então sejamos felizes agora.

Louvado seja Deus que nos une em seu amor.
Cristiano Fortunato (Fortuna)

Psicografado em 23/05/2026

domingo, 3 de maio de 2026

O Duelo

Sofrendo acordei e vi meu corpo machucado no chão. - Que horror! Que cena!

Não podia ser, terminar assim, porque?
Ele ganhou, eu perdi. Tirou - me a vida e agora, o que será de mim? Onde ele esta?
Naquele momento prometi para mim mesmo que aquilo não ficaria assim, eu me vingaria, custasse o que custasse.
Frederico pagaria caro. Se eu não podia ter minha vida ele também não teria a dele.
Tentei me levantar mas não consegui, cambaleei e cai ao lado do meu corpo inerte no chão.  Gritei por socorro mas ninguem podia me ouvir.
Nosso duelo se deu em lugar longe de tudo e de todos, eu estava só,  sentia dores e meu peito sangrava, a agonia me venceu e eu desmaiei. Ficaria ali caido por longo tempo.
*******************
Fiquei lá não sei por quanto tempo meu corpo se deteriorava e eu sentia dores de forma terrivel.
Quando me acharam eu e meu corpo ja estavamos de forma repugnante e fétidos.
Fomos enterrados em um cemitério da cidade com salvas e dor dos familiares. Eu gritava de dor ali, mas ninguém me ouvia. Todos choravam a minha perda menos meu opositor que ali estava para vangloriar sua vitória.
Frederico foi ao meu enterro, eu tentei me levantar para ter com ele mas não tinha forças.  Jurei vingança  e ela viria quando eu melhorasse, e eu melhoraria. 
Ao final todos foram embora e eu fiquei com meu sofrimento deitado na lápide fria.
Eu merecia passar por aquilo? Nao sei.
Mas sei que não ficaria assim.
Meu erro começou ali, ou recomeçou ali.
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Deitado la, olhando o céu escuro, nublado, senti raiva, muita raiva. Por que aquilo tinha acontecido comigo?
Um nobre de valores como eu, temente a deus, de boa postura, boa familia, tinha perdido tudo. Eu nao tinha mais nada.
Lá estava jogado em cima da minha lapida fria e la ficaria para a eternidade. Triste fim esse meu.
Estava só olhando o céu quando me deparo com uma figura iluminada passando por entrevos tumulos, olhei com mais atenção o que julguei ser uma assombração. A luz se movimentava como uma pessoa e parecia procurar alguém. 
A figura se deslocou até a outra ponta do cemitério e la parou, parecia ter encontrado o que procurava e se deteve por certo tempo e desapareceu como fumaça. 
Pensei estar ficando louco, mas também quem não ficaria depois de tudo o que aconteceu?
Voltei a minha reflexão.
Precisaria pensar em como sair daquela situação. Aquele seria o meu destino, morar naquela lapide fria para a eternidade? Afinal eu merecia estar naquela condição?
Dia após dia fiquei vagando pelo meu novo lar, eu sofria, tinha dores,  sangrava e entendia que aquele era meu fim.
Frederico por sua vez vivia sua vida desregrada de sempre onde mulheres e bebida eram o centro de seus dias.
Perante a sociedade era um homem influente, de relevância politica, poderoso  comerciante. Tudo certo para uma vida em sociedade, mas não para as leis divinas.
Frederico tinha amores como tinha adversários. Era conhecido pelos casos que arranjava e confusões que se metia, porém  sua posição o salvava de muitos apuros. 
Foi questão de tempo.
Eu estava em estado deplorável, esquecido pela providencia divina sofrendo a mais dificil provação que um ser pode sofrer.
E tambem foi questão de tempo.
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Frederico aos poucos foi se envolvendo em pequenas confusões,  dividas e logo encontrou quem lhe cobrasse.
Saindo do bordel foi afrontado por um senhor, alguém que lhe cobrava uma divida. Durante o confronto em uma luta corporal o destinto senhor desfere-lhe uma facada certeira da cidade.
Grande alvoroço foi causado com sua morte, uns lamentaram a perda, mas muito também comemoraram.
Seu enterro se deu no mesmo cemitério em que eu me encontrava, não sei precisar o tempo, mas quando o cortejo chegou eu fiquei curioso com as pessoas chegando e lamentando a morte do falecido.
Lá estava eu tal qual alma penada bisbilhotando o enterro alheio.
Qual nao foi minha surpresa ao ver Frederico escondido atrás de uma árvore apavorado.
Ao vê-lo  descontrolei-me, corri para pega-lo e la mesmo trocamos socos e pontapes. Minha raiva era tão grande que eu só queria matá-lo. 
Ao nosso redor figuras escuras faziam apostas e riam de nossa situação, incentivavam enquanto rolavamos no chão nos estapeando.
Do outro lado um choroso enterro acontecia, mulheres lamentavam a perda do amante, homens lamentavam a divida não paga.
Nenhum deles tinha ideia do que realmente estava acontecendo. Depois de um tempo, cansados, feridos, sangrando ficamos no chão ofegantes.
Frederico sofria dores atrozes e eu também sofria pois meu ferimento voltou a sangrar e deitados lá, no chão, estavamos finalmente em pé de igualdade. 
Ali percebi que nada daquilo adiantaria, estavamos liquidados, percebi que ninguém ganhou nada, nem ele, nem eu.
Naquele momento chorei sinceramente todas as mágoas e lamentei meu destino.
Foi ai que a luz apareceu novamente naquele cemitério, pequena como um pontinho, porém  foi ganhando força e intensidade.
Reuni minhas ultimas forças que me restavam e rastejei até lá. Conforme me aproximava a luz aumentava e cegava meus olhos até que parei  sem poder me aproximar mais.
Fiquei la deitado de olhos fechados esperando me recuperar torcendo para que tudo aquilo fosse um sonho, um maldito sonho.
- Abra os olhos Luiz! - ouvi uma voz me chamando
Eu juro que tentei mas a luz era forte demais para mim e respondi:
- Não consigo, esta forte demais irá cegar-me.
- Vamos tenha coragem, abra os olhos.
Reuni todo o vigor que ainda me restava e abri. Imerso em uma grande luz vi um homem grande, sereno, com olhos ternos e vestes longas.
- Jesus! Vieste me buscar? - perguntei surpreso. 
- Não,  não sou Jesus mas estou a serviço dele. Tenho acompanhado seu sofrimento Luiz e você tem sofrido bastante há bastante tempo.
- Quanto tempo estou aqui? Nem sei mais.
- Há pelo menos dois anos. Acho que ja é suficiente não é mesmo? Esta pronto para partir e seguir comigo?
- Ir aonde? Não lhe conheço. 
- Garanto que ficará bem, porem deves deixar tudo para trás. 
- Tudo o que? - perguntei - Não tenho mais nada, disse -me que estou aqui há dois anos, não tenho mais nada... nada me restou, tudo por conta daquele desgraçado que roubou-me a vida.
- Quando digo tudo Luiz, é inclusive o desejo de vingança por Frederico... não entendeste que ninguém ganhou? Todos perderam.
- Sim, agora ele também esta aqui sofrendo como eu sofri, achei que isso me faria feliz, que estaria vingado, mas percebo que sofro... sim, ninguém ganhou.
- Que bom que entendes isso por que para onde vamos essa vingança nao tem lugar. Lá podemos curar tuas feridas e dar-lhe o bem estar que tanto procuras. Vamos?
- Mas e quanto a Frederico?
- Tudo a seu tempo Luiz, ele terá o tempo dele,...  vamos?
Aquele anjo me estendeu a mão e fui com ele e tudo mudou.
**********************************
Ali comecei minha nova jornada.
Adormeci e acordei em uma cama limpa num lugar claro e simples. Pensei que tudo tinha sido um sonho, mas logo o anjo apareceu novamente e me mostrou o que eu ja tinha entendido, eu morri! Mas agora era tudo diferente, já não estava mais no cemitério, não sofria mais e pela primeira vez em muito tempo eu estava bem, descansado, limpo e calmo.
O anjo veio me buscar, seu nome era Dominic e ele me explicou o que eu não sabia, o que era a vida após a morte, por que sim... existe vida após a morte!
Dominic me levou para ver outras pessoas, me mostrou lugares e me ensinou o que eu nunca soube. Quanto tempo vivi na ignorância, meu Deus!
Aprendi que me relacionava com Deus de forma errada, de forma mecânica, automatica e sem emoção... como um cristão e homem de bem, mas era só.
Aqui entendi que Deus é amor, que meus erros devem ser corrigidos e que devo aprender para não errar mais, ao mesmo tempo é muito dificil esquecer tudo o que vivi e todas as injustiças que sofri.
Levei muito tempo pra entender que eu e Frederico tinhamos um a longa história de desavenças, séculos e séculos de encontros e desencontros, disputas infrutiferas que acabavam sempre no mesmo final: um matando o outro.
Todos os amigos espirituais trabalhando duro para encerrar este ciclo e sempre falhamos... era hora de parar, hora de romper com tal sofrimento. Estudei, trabalhei muito e durante longo periodo me preparei para mais uma tentativa.
Meu plano reencarnatório inclua trabalhar para instruir os irmãos, auxiliar o próximo mostrando-lhes o caminho do bem e do amor de Cristo. Eu trabalharia com afinco para guiar os mais necessitados. Trabalharia para a santa madre igreja e lá receberia toda a sorte de irmãos sofredores, aliviando-lhes as dores e usaria tudo o que aprendi aqui na colonia como forma de evoluir espiritualmente. 
E assim foi feito.

Porém essa é uma outra historia que não será contada agora pois não é o proposito deste trabalho. Por hora encerro meu relato e  agradeço a todos vocês que acompanharam os irmãos que o ódio e a vingança só levam a mais sofrimento e dor e retarda, e muito a evolução espiritual de todos.

Quero agradecer a você pela dedicação e a todos os protetores deste lar pelo suporte energetico.
Nos vemos em breve! 
Abraços fraternos.
Luiz Alcantara.
Psicografada entre Abril e Maio/2025

Sobre histórias mediunicas

Ouvir histórias nos traz a certeza, a
certeza de que o além vida existe?

Tudo que já foi dito, mostrado, séculos e
séculos de estudos, experimentos, escritos. Grandes médiuns já passaram pela Terra e não escreveram uma só linha.

Vieram com grandes missões para mudar
os rumos da ciência, das artes, da sociedade, das leis, das comunidades e também trazer grandes ensinamentos.

Os textos escritos nada mais são do que
um dos canais de comunicação que
a espiritualidade se utiliza para passar
orientações aos grupos.

Mas serve também para alento a muitos,
e por que não dizer doutrinar indivíduos
que ainda estão perdidos.

Através das histórias esperamos que
pessoas se vejam nelas e mudem
moralmente e vibracionalmente suas
vidas.

Que sirvam de exemplo, que reflitam
e impactem positivamente as vidas.
Não é um espetáculo, é uma aula,
um ensinamento que deve ser absorvido
para o dia da grande prova.

Esse trabalho amigos, é como contar
histórias a crianças astrais que necessitam de exemplos para se espelhar.

Vós também cuidam de suas crianças,
não é mesmo?

Aqui estamos nós cuidando das vossas, sob as bençãos de Deus.

Termino com amor ao trabalho desenvolvido e certo de sua importância.

Era uma vez um amigo chamado X.

Medium: Lívia
02/05/2026

domingo, 26 de abril de 2026

Visões de Mundo

As várias visões de mundo são o que abastece o orbe de pensamentos e sentimentos diversos, é a beleza da diversidade.

Esses conceitos tão diversos entre si nos dá a plasticidade energética necessária para o aprendizado e evolução humana.

Conviver com as diferenças, aprender com elas faz com que os indivíduos exerçam seu livre arbítrio e ponham à prova os ensinamentos adquiridos no plano espiritual.

Ter opiniões diferentes, conhecer diferentes conceitos, ouvir diversos pontos de vista faz com que ampliemos nossos horizontes e nos torna mais pacientes e resilientes frente às situações.

É necessário evoluir, nosso pensamento precisa se expandir para que novos conhecimentos possam vir e auxiliar a evolução do planeta.

Há aqueles que erroneamente combatem o novo, que induzem irmãos ao erro influenciando a retroceder no que já se avançou no campo das ideias.

É necessário esclarecer os irmãos menos favorecidos e mostrar-lhes que diferentes visões de mundo são de grande valia para a evolução de todos.

Permitam que novas ideias se cheguem a vocês, que elas sejam baseadas e alinhadas com os ensinamentos do Cristo.

A espiritualidade maior está trabalhando neste sentido e necessita da ajuda de todos para que o mundo avance para a tão esperada regeneração.

Abraços fraternos a todos

Amigo X

Medium Lívia
25/04/26

sábado, 18 de abril de 2026

Estudo e aprendizado


Sublime é o momento da descoberta do aprendizado, quando as conexões fazem sentido para o individuo é nesse momento que a luz se faz presente e é impressa na alma informações que serão levadas para todo o sempre, para a eternidade. 
O estudo, sobremaneira, é o momento de atençao e de maior relevância para o desenvolvimento dos seres.
Na mediunidade é de suma importância pois dá segurança do trabalho e orienta por caminhos brandos o auxilio do próximo. 
É gratificante participar desse momento com vocês, muitas descobertas ainda virão e os aprendizados adquiridos aqui auxiliarão vocês no além vida.
Estamos sempre com vocês, vibrando e orientando.
Obrigado por mais esse encontro.
Amigo X

18/04/26

domingo, 12 de abril de 2026

Comunicação

Há muitos jeitos de se comunicar com os irmãos encarnados, tanto que necessitaríamos de muitos textos para falarmos a respeito.

O importante é saber que para todos eles há que se ter uma preparação moral e espiritual. Depende da sintonia e frequência do médium com os irmãos que necessitam exercer esse trabalho a serviço da espiritualidade.

A seriedade do trabalho, a elevação moral, o estudo sério também são de suma importância para o bom andamento do trabalho.

Muitos são os fatores que compõem uma boa comunicação.

De vós esperamos cada vez mais comprometimento, estudo e dedicação. Esse grupo é muito celebrado pelos orientadores desta casa, pois é mais um canal de comunicação entre encarnados e desencarnados.

Sigamos firmes no propósito de servir.

Do sempre amigo
X
11/04/26

sábado, 11 de abril de 2026

Por que os Jovens se afastam dos Centros Espirita? - parte 2

 Sobre o que falamos anteriormente, a energia vital jovem vem como um reflesco para velhas ideias e conceitos, eles não tem medo de errar, nem tão pouco de ousar desafiar regras e pensamentos impostos.

Durante gerações, século e séculos, os jovens foram precursores de mudanças, questionando e correndo risco de não conseguirem seu intento, arriscavam a própria vida para conseguir avanços no direito das minorias e conquistar espaço na sociedade.

No espiritismo não é diferente, jovens cidadãos questionaram e buscaram novas informações enviadas pela espiritualidade, através deles, uma grande gama de informações foi passada. Muitos foram exilados, criticados, mal vistos, mas foi através deles que muitos ensinamentos foram enviados.

Porém hoje esses jovens procuram a espiritualidade em lugares mais dinâmicos onde a juventude tem voz e vez. Podemos reverter esse processo?

Claro que podemos! Precisamos ver os jovens de hoje como aliados na transmissão de conhecimento.

Há muito a ser feito, muito a ser revisto, tenhamos foco e perseverança.

De nossa parte estamos trabalhando para a grande mudança do planeta, contem sempre conosco.

Que o pai celestial abençoe a todos vocês


Amigo X

01/03/26

sábado, 4 de abril de 2026

Faculdades Mediúnicas

 Em termos de faculdades mediúnicas cada indivíduo possui sua própria forma de se comunicar com a espiritualidade. Algumas são mais comuns e se apresentam de forma mais plástica como a psicografia e a pictografia, outros apenas sentem as influências magnéticas por intuição. Tudo depende do grau de evolução, plano encarnatório e a precisão no trabalho a ser desenvolvido.

Cada ser é único mas todos sem exceção devem ter em mente que a mediunidade é trabalho fraterno, auxílio aos necessitados, encarnados e desencarnados.

Todos nós estamos a serviço da caridade divina e não devemos nos esquecer e nem desviar desse caminho.

Jesus já nos disse: Fora da caridade não há salvação, e a mediunidade quando bem trabalhada e desenvolvida pode ser boa força de trabalho a serviço da caridade.

O desenvolvimento das faculdades mediúnicas é imperativo, pois previne o médium de cair em armadilhas preparadas por espíritos inferiores. A oração e a evolução moral também fazem parte desse desenvolvimento.

Sejamos conscientes de que todos somos servos na seara divina, seja qual for seu labor.

Nós aqui estamos para o auxílio e o desenvolvimento de todos.

Louvado seja Deus!

Com os cumprimentos a todos,

Inspirado por Amigo X.

28/03/26


Amor e Desapego

 


Quando a luz bateu naquela janela percebi que algo estava errado, algo não estava no lugar

Senti um arrepio diferente, sentia que algo tinha mudado, não era mais o mesmo lugar ou será que eu tinha mudado.

Olhei ao redor e não reconheci onde estava, não era um lugar conhecido, era limpo, tranquilo, muito diferente de onde eu estava. “Como cheguei até aqui” pensei.

Meu quarto tinha pouca coisa, uma cadeira, a cama onde eu estava deitado, um pequeno tapete onde agora o sol batia.

“ Que será que aconteceu” pensei. “Preciso falar com alguém”, mas não sabia quem chamar.

De repente uma pessoa entrou em meu quarto, uma mulher sorridente me disse:

- Otavio você já acordou? Gostaria de tomar alguma coisa? Um chá talvez?”

Não a reconheci, mas ela sabia meu nome e eu odeio chá!

-Não obrigado – respondi – Gostaria de água e algumas respostas pode ser?

- Claro Otavio! – respondeu ela calmamente e sorrindo. – Primeiro sua água.

Peguei o copo que ela me deu, tomei e senti um estranho prazer naquele copo, como se há muito eu não bebesse água.

- Gostaria de saber onde estou e o que estou fazendo aqui. – eu disse.

- Você foi trazido para cá logo depois do seu desencarne para receber tratamento fluídico e se recuperar. – ela disse muito calmamente.

Fiquei em choque com a palavra “desencarne”, comecei a respirar ofegante, meu coração acelerou batendo mais rápido. Eu não podia ter morrido, me sentia mais vivo do que nunca, sentia meu coração pulsando forte, com certeza não era verdade.

- Que espécie de brincadeira é essa moça? Estou vivo, me sinto bem e não estou entendendo o que está acontecendo. Como você se chama? Como sabe meu nome? – eu disse já ofegante.

- Me chamo Sofia e estou aqui para ampará-lo. Tenha calma, tudo correrá bem, não se preocupe. Aplicarei passes em você para que possa descansar em breve conversaremos de novo.

Em pouco tempo eu estava dormindo e ao que parece dormi um longo período.

Acordei bem-disposto, não sei quanto tempo dormi, mas era dia e eu me sentia muito bem. Lembrava de que estava em um hospital e de uma moça, ... como era mesmo o nome dela? Ah, sofia... ela me disse que... morri. Como? Só poderia ser uma brincadeira, um engano, claro! Eu me sentia ótimo, melhor do que nunca estive.

Precisava chamar a enfermeira e perguntar sobre a minha família. Não tinha ideia de quanto tempo estava naquele lugar, aliás, onde era aquele lugar? Não sei!

Tentei me levantar e ir até a porta ao abrir encontrei Sofia que muito calma e sorridente estava me esperando.

- Otavio, que bom vê-lo bem! Já está pronto para sair e ver mais deste lindo lugar?!

- Sim, quero sair um pouco, me sinto ótimo, mas antes gostaria de falar com alguém sobre a minha família. Eles têm vindo aqui me visitar? Tem alguém a minha espera.

- Não eles não estão aqui Otávio – disse ela com ternura. – Eles não podem estar aqui, mas tenho certeza de que estão bem e saudosos de sua presença.

- Ora não me venha de novo com essa história de que eu morri, só pode ser uma grande brincadeira isso. Me sinto ótimo e mais vivo do que nunca.

- Que bom que se sente assim, é isso mesmo que esperamos que aconteça, mas aguarde mais um pouco que você logo terá uma visita e ela esta ansiosa para vê-lo.

- Ah que bom, sinto saudades da minha família.

Neste momento alguém bate na porta e olhamos ao mesmo tempo.

- Mãe! – exclamei sem acreditar no que via

- Meu filho querido, que saudades senti de você, há muito aguardo uma oportunidade de vê-lo.

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Otavio então se dá conta de que Sofia falava a verdade, pois sua mãe falecera há alguns anos e ele sentia muito sua falta. Mas a alegria em vê-la logo tornou-se em tristeza pois era a confirmação de que estava mesmo morto e não tornaria a ver sua família.

Os dois se abraçaram e Otavio chorou como criança, não queria ter partido, quem ampararia sua família agora? Quem cuidaria deles? Isso não poderia ter acontecido.

A mãe de Otavio e Sofia lhe aplicavam passes energéticos buscando equilibrar aquele irmão que descobria a verdade da vida eterna naquele momento e que ainda tinha muito o que aprender

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Naquele momento se iniciou uma jornada de descoberta e aprendizado para mim. Um longo caminho com muitos percalços mas muita esperança de um dia voltar a terra e fazer tudo diferente.

Algum tempo depois saí daquele hospital e fui morar com minha mãe em uma casa modesta na cidade espiritual Bem Querer. Entendi que a vida não acaba após a morte, lugar onde espíritos se preparavam para mundos superiores.

Todos que ali estavam como eu aprendendo e se preparando para mais uma jornada na terra. Porém descobri que isso poderia levar muito tempo e que ainda havia muito o que aprender.

Aos poucos fui me integrando a minha nova vida, reconhecendo antigos amigos, relembrando antigas provas, reconhecendo minhas falhas e entendi que eu tinha muito a evoluir e muito mais para aprender.

Minha mãe, minha companheira de outras vidas, muito me ajudou nesse processo. Tudo o que vivi e aprendi tinha um proposito: preparar minha nova encarnação e com ela reparar os erros que ainda insistiam em me acompanhar.

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Bençãos são aquelas que colhemos quando fazemos algo de bom a alguém.

Não foi meu caso.

Vivi minha vida para mim e minha família, busquei conforto e bens materiais acreditando que isso seria o suficiente para ser um bom pai e um bom marido, mas descobri – tarde demais – que não era.

Saía cedo de casa, chegava tarde, estava sempre cansado e com problemas de trabalho para resolver, não tinha tempo. Nunca tinha tempo.

Minha família compreendia claro, afinal eu estava me esforçando para dar tudo a eles, era uma luta diária.

Reuniões, relatórios, contas e mais contas, eu era um homem muito ocupado. O mundo exigia isso, só os fortes sobrevivem, era assim que eu pensava.

Com o tempo minha vida passou a ser só trabalho e quando percebi meus filhos já tinham crescido, não me lembrava de datas importantes e quase nunca estava em família.

Cansado, eu estava sempre cansado, meu erro foi esse, a vida passou e eu não vi.

Não fiquei rico, mas também não aproveitei minha vida correndo sempre atrás de algo inalcançável.

Fiz minha passagem nem sei exatamente como, ou porquê. Se estava doente não prestei atenção, não tinha tempo de ir ao médico. Só sei que um dia fui trabalhar e após uma reunião tensa senti uma dor no peito tão forte que não consegui e me segurar e cai.

Desmaiei acho.

Quando acordei e estava num hospital, aquele do início da história. Claro que estranhei minha família não me visitar, mas entendo eles. Deviam estar chateados comigo, mesmo assim fiquei preocupado, quem cuidaria deles agora?

Quando Sofia me disse que eu havia feito minha passagem, não acreditei, foi preciso que minha mãe, há muito desencarnada viesse me visitar para que eu acreditasse nessa nova realidade.

Agora estou na casa dela mas penso em minha família, o que aconteceu com ela? Preciso saber. Foi ai que comecei uma jornada de descobertas, erros e acertos.

É sobre essa historia que quero contar, quero ajudar a tantos que como eu vivem deixando a verdadeira vida passar.  Buscam ouro de tolo e quando se arrependem já é tarde, assim como eu.

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A saudade era grande, queria estar com minha família, mas não me foi permitido, me disseram das muitas vezes que pedi que eu não estava pronto, que minha visita atrapalharia não só a mim, mas aos meus familiares também. E embora eu não entendesse bem o porquê, aceitei.

Minha mãe sempre ao meu lado muito me ajudou, cuidava de mim, me ensinava coisas que eu tinha que aprender. Em minha jornada de aprendizado ouvia os irmãos mais evoluídos em suas palestras e participei de cursos, aos poucos fui entendo muita coisa.

Também acompanhava minha mãe no socorro de irmãos que assim como eu chegavam perdidos e céticos de sua nova condição.

Mas nada disso substituía minha família, sentia falta deles, precisava saber como eles estavam, mas já haviam me dito, não era a hora.

Conheci também novos amigos, Juliano era um deles, um jovem socorrista que trabalhava com minha mãe e Gertrudes uma mulher muito sábia e culta. Ela me dizia coisas profundas que me faziam pensar e com isso rever minha vida na terra.

Gertrudes era como minha mentora e estava sempre comigo, certo dia em uma conversa ela me disse sobre como as visitas podem atrapalhar as energias de encarnados e desencarnados.

- Você precisa estar bem preparado Otávio e acompanhado também, a energia terrestre é mais densa que a nossa e isso por si só o deixaria debilitado, mas os sentimentos emanados de seus familiares podem atingi-lo tanto para o bem como para o mal, e isso pode desequilibrá-lo energeticamente – dizia ela.

- Mas então nunca mais voltarei a vê-los?

- Não é bem assim, ainda não é o momento, mas ele chegará. Continue se preparando, acompanhe os casos que chegam ao hospital e aprenda com eles, logo poderá visitá-los.

E foi com essa promessa que eu trabalhei com afinco na cidade espiritual Bem Querer.

Certo dia fomos solicitados em paragens mais inferiores para socorrer um irmão sofredor, ele pedia auxílio pela primeira vez em 300 anos. Estava sujo, cansado e ainda trajando os restos de sua roupa do período do seu desencarne.

Tanto sofrimento o havia embrutecido, suas feições eram grotescas e o corpo cheio de chagas, pela primeira vez gritava por socorro divino. Nossa equipe o amparou com passes fluídicos para lhe restaurar as forças e em seguida foi levado ao hospital para tratamento.

Fiquei muito impressionado com seu estado pois não sabia que era possível ficar assim por tanto tempo. Pensei em quanto tempo levaria para que ele se recuperasse e em quanto tempo mais levaria para que pudesse estar pronto para visitar outras paragens terrenas. Acredito que muito tempo.

Eu fiquei preocupado e isso me fez lembrar dos meus queridos, espero logo poder vê-los.

Quando eu comecei a trabalhar na seara divina no socorro dos irmãos foi que eu entendi muitos processos que vivi quando encarnado.

Eu precisava daquilo, daquele aprendizado. Aprendi que a avareza, a raiva, a falta de humildade não levavam a nada, ao contrário, levavam á aqueles lugares horríveis onde socorríamos pessoas á muito esquecidas, presas nas suas próprias emoções e desventuras. Entendi que eu precisava mudar, precisava pedir desculpas a todos a quem prejudiquei e decepcionei, precisava ver minha família, dizer que estava vivo, que estava mudado.

Eu estava pronto para esse encontro, conversei com Gertrudes, ela muito paciente concordou em falar com os mentores da colônia e solicitar a permissão.

Algum tempo depois a autorização veio e não coube em mim de felicidade.

- Podemos ir agora? – perguntei eufórico

- Creio que sim Otavio, mas tenho algumas orientações antes de irmos.

Ela me explicou tudo e partimos em direção ao orbe terrestre. Que Alegria!! Mal esperava para ver minha família.

Nos concentramos juntos e nos materializamos em casa, na minha casa. Como era bom estar novamente em casa.

Nada tinha mudado muito, apenas alguns detalhes da decoração, uma coisa ou outra, mas ainda era minha casa.

Meu filho entra pela porta irritado, nervoso senta-se no sofá e começa a chorar, triste e lá fica, eu tento me aproximar, mas sou impedido por Gertrudes.

Minha esposa Camila entra, deixa a bolsa na mesa e vai conversar com meu filho, eles falam de uma briga que aconteceu na escola, mas uma vez eu tento interferir e sou impedido.

Enquanto a cena desenrola em nossa frente um homem chega até a sala e Camila o abraça e o beija.

Sem acreditar no que via comecei a tremer, fiquei incrédulo, como podia? Ela tem outro!

Meu corpo treme com mais força e começo a me sentir mal, Gertrudes então pega na minha mão e voltamos a cidade astral Bem Querer. Eu não podia acreditar, ela tinha outro...

 *******************

O que houve comigo? O que houve com minha família? Sofri com tudo isso.

Minha esposa tinha outro, desde quando? Eu morri ta certo, mas será que ela já tinha outro em meu lugar antes disso? Fui ausente eu sei, mas eu trabalhava pela minha família.

Agora nada fazia sentido, nem as horas trabalhadas, nem o esforço que fiz, nem o fato de eu não estar mais em terra... nada fazia sentido, nada importava, minha família já não era minha.

Ao me dar conta disso chorei, chorei muito... senti o peso da minha perda como se quem tivesse morrido não tivesse sido eu. Eu estava aqui vivo e sozinho, ... o que fazer agora?

Ao ver meu sofrimento minha mãe me amparou dizendo:

- Agora estas pronto para rever seu passado, mas não esse que conheces, aquele que não lembras e quando isso acontecer, entenderás meu filho.

Chorei muito, minha mãe me aplicou passes fluídicos que me acalmaram e me adormeceram durante um tempo, não sei precisar o quanto, mas acordei mais calmo, ainda triste e mais calmo.

Certo dia fomos ao encontro dos mentores espirituais da colônia. Euripedes me chamou para uma conversa e lá me esclareceu muito sobre meu passado, meus erros pretéritos. Pude entender muito e senti vergonha por ter falhado mais uma vez como pai e como marido.

Prefiro não dizer aqui o que aconteceu comigo, mas afirmo que não me orgulho de nada do que fiz. É preciso mudar, fazer diferente... é isso!

Entre tantos momentos que aqui passei estar sem minha família foi o mais difícil, Os amigos espirituais me ensinaram que todos nos temos nossas histórias pregressas e que de alguma forma temos que aprender o desapego.

Eu auxiliei muitos que como eu estavam apegados a suas famílias, explicava o que tinha aprendido que era melhor seguir o caminho vibrando pelo bem de todos e evoluir, ... sozinho.

Auxiliando os outros, me ajudei também, hoje estou tranquilo. Minha família segue feliz sem mim. Tendo seus aprendizados é claro, mas amparados.

E assim sigo por aqui.

Agradeço por ter ouvido minha história, ela não é um bestseller, mas é a minha história.

Agradeço com carinho.

Inspirado por Luciano - Otavio

24/11/25 a  03/04/26

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Somos educadores

"Entre tantos labores apresentados, o de ensinar figura-se entre os mais nobres, pois, ao se repassar o conhecimento e guiar o próximo pelo vale da ignorância, levando-o à luz do saber, constitui-se na caridade sublime.

Jesus, o grande educador, ditou a máxima entre seus ensinamentos: “Não dar o peixe, mas sim ensinar a pescar”.

Todos somos educadores em diversos níveis: pais ensinam seus filhos como e o que devem fazer; familiares guiam os seus dentro de suas crenças e atitudes; professores ensinam as letras e o pensamento filosófico, além das diversas visões de mundo; palestrantes ensinam suas opiniões, crenças, estudos científicos e toda a sorte de ideias que podem ser difundidas.

Porém, como educadores que somos, devemos manter a responsabilidade com o que é passado ao ser educando, pois estamos contribuindo para sua evolução moral e pessoal.

Tudo que é ensinado deve ser cautelosamente pensado, ou checadas as fontes e a veracidade dos fatos, mas, principalmente, o alinhamento moral com a atitude e o ensinamento passado.

Guiar é um ato de amor e de responsabilidade; não devemos nos esquecer disso.

Lembrem-se de que vós sois guias de muitas crianças astrais que aqui comparecem, buscando direcionamento e instrução, e que, através de vós, seguirão este ou aquele caminho.

Reflitamos sobre nossas responsabilidades.

Sob as bênçãos de Jesus,"

Inspirado pelo Amigo X

07/03/26